Recentemente, tenho prestado mais atenção e tentado resgatar rituais – religiosos ou não, pois voltei a considerar importante para nós, humanos, usar representações e narrativas milenares para marcar transições do ciclo da vida.
Mesmo cada vez mais ateu, graças a deus, voltei a valorizar o uso de narrativas mitológicas (os religiosos crentes usam outro termo…) para marcar datas importantes.
Já faz anos que não jejuo em Yom Kipur, mas em 2023 pretendo retomar a tradição milenar mitológica que nos dá a oportunidade de repensar nossa vida a cada ano.
Em Pessach (Páscoa judaica) tampouco tenho respeitado as regras de não comer fermento, mas em 2023 vou retomar o sacrifício como forma de me recordar da importância de não nos auto-escravizarmos com coisas fúteis.
Muita gente usa o Réveillon como seu próprio Yom Kipur, como o momento de fazer um balanço e realizar promessas que, provavelmente, serão esquecidas ou mal cumpridas no ano civil que se inicia.
Não sei se irei cumprir minhas promessas de Réveillon, mas pelo menos estou fiel ao rito!
Para aqueles que prestam atenção aos detalhes, uma ótima e feliz celebração da circuncisão de Cristo, do seu Brit Milah!
Para os demais, uma ótima passagem de ano e um feliz 2023!
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